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MIRADAS (4) O DIA, do Rio de Janeiro, onde a cultura do design está em cada página




SND Latina apresenta um dos mais tradicionais diários cariocas. Criado em 1951, O DIA do Rio de Janeiro é um jornal que sabe muito bem conciliar o modelo de veículo popular com um design elaborado. Durante sua existência passou por várias etapas de modernização. A concepção adequada ao conteúdo de cada página está no DNA da Redação que executa essa nova proposta gráfica desde 2005.

André Hippertt, editor de Arte de O DIA, envia páginas que revelam esse espírito criativo e explica um pouco da filosofia gráfica que já garantiu vários prêmios da SND, além de distinções em concursos de design no Brasil.







P- Qual é a filosofia geral do novo projeto e o perfil dos profissionais de design?

R - O novo projeto foi implantado principalmente para facilitar a produção. Hoje fazemos páginas de forma muito mais rápida e a possibilidade de acontecer um erro grave de diagramação é praticamente zero. Temos muitos modelos preparados o que evita a famosa improvisação. Nenhum designer precisa criar nenhuma peça básica (títulos, boxes, frases, etc), pois estes já estão prontos na biblioteca. Isso mantém a unidade e evita aberrações gráficas. Aqui no DIA procuramos gente criativa e antenada. Um exemplo disso é o número de grandes profissionais que praticamente se formaram aqui e depois fizeram sucesso em outros jornais, tanto aqui como no exterior. O DIA tem essa cultura de valorizar o design.










P- Como O DIA trata a diferença de desenho entre as páginas normais, as especiais e cadernos e capas?

R - Nós temos aqui uma filosofia, que já é uma tradição em O DIA, de séries e páginas especiais. Ganhamos 2 prêmios Esso de Criação Gráfica com duas séries especiais: Infância Perdida (1998) e O Preço da Liberdade (1999), participamos da Bienal de Design Gráfico da ADG com uma série sobre milagres, essas páginas já foram temas de teses e alguns de nossos prêmios na SND foram para páginas especiais. Portanto, as páginas especiais costumam seguir o básico do projeto (como fonte do texto, entrelinha), mas tem bastante liberdade para se adaptar graficamente ao tema das matérias. Não usamos, nesses casos, o projeto como uma camisa-de-força que impeça a criatividade. Porém, as páginas especiais passam por um severo crivo de qualidade. Nada sai de forma gratuita. É preciso ter um conceito por trás de toda criação gráfica. Se um designer chegar com algo que ele mesmo não consiga conceituar, sua idéia será devidamente descartada e outro caminho deverá ser seguido. Às vezes, na ânsia de inovar, o próprio editor da página sugere que ela deve ser especial. Mas se a Arte não sentir potencial no material jornalístico, ela será publicada de forma convencional. Nas demais páginas, até por uma questão industrial, o projeto é bem amarrado, estruturado em módulos e com uma farta biblioteca de estilos já preparada, o que facilita muito o fechamento. As capas podem ter um tratamento diferenciado, de acordo, é claro, com o tema.






P- Qual é o papel do designer junto aos demais editores de páginas, a liberdade de criação e a relação com o novo projeto?


R - A cultura do design demorou um pouco a ser implantada, mas acabou prevalecendo. Sempre lutei por isso, pois a maioria dos jornalistas tinha na cabeça a figura do diagramador, um profissional que só sabia riscar uma página, nada além disso. Ponderei que essa era uma visão ultrapassada, e que o designer era um profissional múltiplo, e que a diagramação era apenas uma das funções as quais o designer estava apto a executar. Mais do que isso, o designer é o profissional que tem por obrigação pensar. Em alguns casos, a sintonia é tão boa entre os profissionais de texto e imagem, que brincamos que parecem verdadeiras duplas de criação, como as que existem nas agências de publicidade.




P - Como está estruturada área de design do jornal, número de pessoas e relação com infografia e a fotografia?

R - Aqui em O DIA ocupo o cargo de Editor-Executivo de Arte, portanto, apesar de a diagramação, a infografia e a fotografia terem editores específicos, todos estão subordinados à editoria executiva. Procuramos sempre manter uma harmonia entre as três áreas e as decisões geralmente são tomadas em conjunto. Essa integração nos proporciona excelentes resultados.


P- Quais são os softwares utilizados na produção do jornal?
Trabalhamos na maioria das páginas com o sistema Hermes, versão 10, da Unisys, que executa perfeitamente a função dos diversos setores envolvidos na construção das páginas. A integração entre texto e imagem é perfeita, proporcionando que vários usuários possam trabalhar na página ao mesmo tempo, além de ser um sistema muito estável e confiável. Para páginas especiais e revistas, trabalhamos também com o Adobe InDesign, que nos permite maior liberdade de criação. Utilizamos o Adobe InCopy para fazer a integração entre texto e imagem. Na infografia usamos Adobe Illustrator, FreeHand, PhotoShop e o Strata, para artes em 3D.

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